terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vem aí novo imposto sobre combustíveis?

O Governo está a estudar a criação de uma nova taxa sobre os combustíveis. O «Jornal de Negócios» avança esta segunda-feira que o Plano Estratégico dos Transportes prevê a possibilidade de se criar uma «taxa de mobilidade», a incidir sobre o preço dos combustíveis, como forma de financiar uma rede de combustíveis low cost. A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC) já reagiu à possibilidade e lembra que o sector já está em agonia com a actual carga fiscal, que contribui para elevar os preços.

«Sobre a eventual intenção do Governo em criar uma taxa de mobilidade, através de uma nova contribuição sobre os combustíveis, a ANAREC alerta para as dificuldades vividas pelo sector, que nos últimos anos já assistiu ao encerramento de mais de 400 postos de combustíveis», pode ler-se num comunicado da associação, divulgado esta segunda-feira.

A ANAREC defende a generalização da venda de combustíveis de baixo custo a toda a rede de revendedores, mas está preocupada com as intenções do Governo, apontadas no Plano Estratégico dos Transportes, para a criação de uma rede de combustíveis low cost. Ou seja, a associação prefere que a venda dos combustíveis baratos seja liberalizada a qualquer bomba.

A associação «reitera o interesse e a disponibilidade de todos os seus associados em dar o seu contributo para a comercialização deste produto low cost nos seus postos de abastecimento» e relembra o Governo que «já existem em Portugal 2.500 postos de combustíveis e que uma grande parte vive já com sérias e graves dificuldades».

«Já há muito tempo que a ANAREC defende que todos os revendedores de combustíveis gostariam de praticar preços mais competitivos, nomeadamente através da venda de um produto mais barato. Alargado a toda a rede de revendedores de combustíveis, este produto tornará o sector mais competitivo no mercado em que actua», refere. A ANAREC entende que, com a disponibilização deste produto através da rede nacional de revendedores, o consumidor poderá passar a adquirir/escolher, nos postos de revenda de combustíveis tradicionais, o produto com o qual quer abastecer o seu veículo.

Também o Automóvel Club de Portugal (ACP) aplaude o anúncio da criação de uma rede de postos de combustível low-cost. «Mas as notícias vindas a público deixam no ar muitas dúvidas e outras tantas reservas sobre a forma como este modelo poderá vir a ser concretizado», diz.

«No contexto económico em que Portugal se encontra, a criação de uma rede de postos low cost, mais do que um elementar direito do consumidor, é da maior urgência».
Fonte: Agência Financeira

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